Tracklisting:
1- Supremacy*
2- Madness
3- Panic Station*
4- Prelude
5- Survival
6- Follow Me
7- Animals*
8-Explorers*
9- Big Freeze*
10- Save Me*
11- Liquid State*
12- The 2nd Law: Unsustainable*
13- The 2nd Law: Isolated System
NOTA: 5/5
Três anos se passaram desde o lançamento de The Resistance, o álbum que, segundo muitos, acabou com o Muse. Mesmo assim, a banda entrou no que seria a maior turnê de sua carreira: tanto em quantidade de shows quanto à magnitude destes.. Tal fato os encorajou a entrar numa jornada musical extremamente intensa. O resultado disso chama-se The 2nd Law.
Vemos nesse album a presença de diversos estilos extremamente inusitados, do Rock Progressivo a la Led Zeppelin (a fantástica faixa de abertura Supremacy tem bastante influência em Kashmir, tanto na orquestração quanto nos riffs) ao estilo oitentista de bandas como Earth, Wind & Fire e INXS (Panic Station com seus slap bass e metais completamente nostálgicos). O álbum pode parecer uma confusão, mas quando analisamos mais cuidadosamente o conceito por trás de tudo (A segunda lei da termodinâmica explica que no universo, toda a disordem só tende a crescer), notamos o motivo. As letras seguem esse mesmo raciocínio, evidenciando o quanto nosso mundo se tornou insustentável. O auge da crítica é visto em Explorers, uma curiosa e aparentemente simples faixa no meio de tudo isso, com uma letra desesperada ("Can you free me from this world?") e que gera uma série de discussões. A presença do simbolismo que a banda utilizou para críticar o mundo atual nos outros trabalhos é outro ponto forte da música (e de boa parte do álbum).
Um ponto a ressaltar é Follow Me.. Com um início sombrio e ao mesmo tempo esperançoso (Os batimentos cardíacos de Bingham antes da música foram uma escolha bastante ousada e criativa), a música vai crescendo com sintetizadores no fundo e cria uma atmosfera fantástica... Até cair num refrão que parece até um remix a la DJ's da atualidade, o que quase compromete a música, que é talvez a mais "Grower" do álbum (Eu particularmente fiquei desconfortável na primeira vez que ouvi, mas agora adoro a música... Enfim, opinião pessoal xD)
O baixista Chris Wostenholme nos vocais também foi outra surpresa. A sua voz nos vocais trouxe outra cara para o álbum. Save Me e Liquid State foram bastante trabalhadas, tornando-as perfeitas apenas para a voz de Wostenholme, e talvez perdessem um pouco do peso se Matt (Bellamy, o vocalista) cantasse.. Principalmente Save Me, que tem um caráter bastante pessoal para o baixista..
Agora dando uma enfase nas influências que vemos aqui, deve-se obviamente ressaltar U2 (a sequência final de Madness e Big Freeze inteira me fizeram ser transportado a algo da fase The Joshua Tree/Achtung Baby dos irlandeses), com quem a banda teve bastante contato ao abrir os shows da 360º Tour na América do Sul e em algumas datas nos Estados Unidos. Tal influência trouxe guitarras cheias de efeitos, porem sem tanta distorção (característica de The Edge, guitarrista do U2) e linhas vocais esticadas no melhor estilo Where the Streets Have no Name (I NEEEED TO LOOOOOOOOOOOOOOVE....). Queen também é, novamente, uma influência direta, como vemos em Survival e até em Explorers, com todos os corais no fundo, pianos meio "gospel" e afins.. Vemos algo de Post-Grunge em Liquid State, com riffs pulsantes de guitarra e um peso diferente do resto da carreira da banda.
Nas Orquestrações, vemos Hans Zimmer por todo lado. Explosões de cordas estão bastante presentes nas duas últimas faixas. Unsustainable tem o polêmico refrão Dubstep, que dividiu diversos fãs. Porém é uma das partes mais originais do álbum, uma vez que a banda conseguiu converter a energia deste estilo dos computadores para os instrumentos, transformando em algo novo.. E ainda assim, bem Muse! E Isolated System é quase como uma faixa de abertura para um filme, ou algo do tipo... Quando termina, é quase como se você tivesse um ambiente todo desenvolvido pelas outras músicas, e pudesse criar um leque de possíveis enredos, baseado no que foi apresentado.. Resquícios da participação de Matt no tema final de The International (filme de Tom Tykwer de 2009), talvez..
The 2nd Law é uma viagem pela história da música evidenciando as falhas da atualidade. Mesmo com alguns momentos mais fracos, é uma experiência incrível, e notavelmente superior ao seu predecessor, The Resistance. Fica então a pergunta: Até onde o Muse pode chegar?

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