quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vampire Weekend - Vampire Weekend (2008)


Tracklisting:
1- Mansard Roof
2- Oxford Comma
3- A-Punk*
4- Cape Cod Kwassa Kwassa*
5- M79*
6- Campus
7- Bryn
8- One (Blake's Got a New Face)
9- I Stand Corrected*
10- Walcott*
11- The Kids Don't Stand a Chance
NOTA: 4,7/5,0
*Destaques

O Vampire Weekend é uma banda americana de Indie Rock. Os caras fazem um som bem pretencioso e sólido, e logo me chamaram atenção. Não vou mentir que conheci a banda graças à trilha sonora de uma adaptação ao cinema de um livrinho ai, na qual tinha uma música inédita do Muse e uma da Florence + The Machine. Acabei ouvindo Jonathan Low, música bem interessante do grupo, e fui pesquisar para descubrir mais músicas. Baixei então os dois álbuns da banda, e vou postar as críticas cronológicamente aqui.
O álbum homônimo começa com sons que dão uma certa idéia do som que a banda faz: Um indie rock suave, mais leve que Arctic Monkeys e Franz Ferdinand, mas mais progressivo e dançante do que o Arcade Fire. Oxford Comma é outra faixa que representa bem esse estilo. A-Punk é uma música mais sólida, e com guitarras mais fortes, que completam melhor os espaços, mas ainda assim não perde a suavidade da banda, e por ter um refrão grudento, virou o hino da banda. Cape Cod Kwassa Kwassa, como o nome já sugere, tem uma instrumentação baseada em músicas tribais africanas. Nessa música, a bateria é trocada por percussão, as guitarras são tocadas em tons ligeiramente altos, dando a impressão de que não são esse instrumento. M79 é cheia de orquestrações bem trabalhadas, e merece atenção do ouvinte, porque ainda não perdeu o estilo africano, mas ganhou um tom Vienense, fazendo uma coisa única. Campus é uma faixa mais dançante da banda, e a voz suave do vocalista Ezra Koening, misturada com uma bateria puxada e acordes agudos de guitarra animam o ouvinte. Bryn é bem alegre, e não minto, se não fosse pela instrumentação excepcional, que caracteriza o indie rock dos caras, poderia ser considerada até música infantil. One é bem experimental e inusitada. Com várias trocas de compasso durante a música e um refrão chiclete, é uma música que agrada bastante. I Stand Corrected começa no susto: de repente estamos com Ezra cantando o refrão de One, até que do nada ouvimos apenas uma sequência ecepcional de cordas, que é seguida por uma música no maior estilo Vampire Weekend. Entra direto para Walcott, entrada essa que é quase imperceptível, fazendo essa sequência de duas faixas ser o ponto mais alto do álbum. O Final fica por conta de The Kids Don't Stand a Chance, o que foi um erro, na minha opinião, já que Walcott tem mais essa cara de finisher, mas essa escolha funciona somente porque dá uma ideia de que ISC/Walcott foram apenas pausas repentinas de One, que continua perfeitamente com essa música nessa música.
As falhas do álbum são somente na consolidação, já que temos músicas bem completas, ao mesmo tempo que faixas cheias de espaços em branco. Vampire Weekend é uma banda fantástica, com um som agradável e mostra o quanto nem tudo que tem vampiro no nome é ruim hoje em dia.

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