domingo, 16 de janeiro de 2011

Muse - Absolution (2003)


Tracklisting:
1- Intro
2- Apocalypse Please*
3- Time is Running Out
4- Sing For Absolution*
5- Stockholm Syndrome*
6- Falling Away With You
7- Interlude
8- Hysteria
9- Blackout*
10- Butterflies & Hurricanes*
11- The Small Print*
12- Endlessly
13- Thoughts of a Dying Atheist
14- Ruled By Secrecy*
NOTA: 5,0/5,0
*Destaques

Como eu já mencionei numa crítica passada, existe uma rixa entre fãs de Muse sobre qual a obra suprema da banda: Origin of Symmetry ou Absolution. Eu já me posicionei quanto à isso, e não preciso falar novamente. Porem preciso dizer que com certeza, nesse álbum, nós novamente vemos o Muse se reinventando. Em Showbiz, temos uma banda agressiva e rebelde, em Origin Of Symmetry temos uma exploração sonora maior, com maior abordagem clássica e até digital. Em Absolution, nós temos um Muse forte, mais polêmico quanto às letras, e ainda mais sons novos, com destaque ao gigante crescimento de Chris e Dom, que são mais marcantes no álbum, deixando a estrela de Matt Bellamy dividida entre os três.
A Intro do álbum é uma pulsação que qualquer muser deve saber acompahar e reconhecer: é a frase de bateria usada em Apocalypse Please, que já entra com um piano forte, e como se espera, bastante apocalíptico. Sem um "refrão" de fato, essa música foge às estruturas convencionais, e ainda assim consegue ser grudenta e forte. Time is Running Out é um hino que marcará presença em todas as turnês do Muse. Basta tocar o riff de baixo distorcido da introdução que o público pira. Cheia de convenções, Time is Running Out é muito marcante, e soa bem à cada nova execução. Sing For Absolution é uma faixa bem instrumentada. Bellamy faz sua guitarra soar como um piano, e termina a música mostrando novamente sua voz em ação: os gritos frinais são esperançosos, e dão um Feeling fantástico à música. Começa então a destruição. Stockholm Syndrome nada mais é do que uma série de riffs de gutarra bem pesados se combinando com linhas de baixo igualmente destruidoras e uma bateria que deixa à música ao ponto de se sair pulando por ai. Cheia de falsetes de voz, a faixa foi feita exatamente para ser uma opção de finisher dos shows, levando o público à loucura. Falling Away With You é bem curiosa: nunca foi tocada ao vivo, pois segundo à banda, não soa bem. Escute e tire suas próprias conclusões. Interlude é um solo fast-strumming de guitarra, e também deixa no ponto para a entrada da magnífica linha de baixo (que nem parece baixo) da introdução de Hysteria. Mais um hino, Hysteria é pesada e grudenta, mas parece nunca enjoar: você tem prazer de ter essa música na cabeça. Blackout é uma das músicas mais subestimadas da banda. Com séries de cordas acompanhando a letra que proporciona reflexões. Termina com um solo fantástico e simples, mas que quando acompanhado pela instrumentação, é bem emocionante. Butterflies & Hurricanes é grudenta, e leva multidões a loucura, mas com certeza o ponto mais alto da música é o verdadeiro concerto de piano no meio da música, que soa elegante e magnífico, chamando logo a atenção de cada ouvinte. The Small Print é uma das mais amadas pelos fãs. Faixa de peso, com solos de guitarra inimitáveis e baixo bem distorcido. Quando tocada ao vivo, Matt usa bastante Overdrive em sua voz. Endlessly tem elementos de Jazz e mostra que os caras sabem mesmo expandir seu som, mas ainda assim manter o público, pois somente impressiona o ouvinte. Thoughts of a Dying Atheist é bem subestimada também. Com arpejos sinistros de guitarra e uma bateria bem progressiva, vemos a banda explorando ainda mais o Rock Alternativo. Ruled By Secrecy é uma peça épica, quase toda composta por falsetes de Matt, e dá um clímax final para o álbum bem característico da banda: Pesado e Emocionante.
Absolution é fez o Muse ganhar tanto espaço na Europa, que os proporcionou oportunidades de serem a banda principal nos maiores festivais de música do continente. Pena que a Europa sempre foi bem prafrentex em relação à música quanto ao resto do mundo.

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