terça-feira, 25 de setembro de 2012

Muse - The 2nd Law (2012)


Tracklisting:
1- Supremacy*
2- Madness
3- Panic Station*
4- Prelude
5- Survival
6- Follow Me
7- Animals*
8-Explorers*
9- Big Freeze*
10- Save Me*
11- Liquid State*
12- The 2nd Law: Unsustainable*
13- The 2nd Law: Isolated System
NOTA: 5/5


Três anos se passaram desde o lançamento de The Resistance, o álbum que, segundo muitos, acabou com o Muse. Mesmo assim, a banda entrou no que seria a maior turnê de sua carreira: tanto em quantidade de shows quanto à magnitude destes.. Tal fato os encorajou a entrar numa jornada musical extremamente intensa. O resultado disso chama-se The 2nd Law.
Vemos nesse album a presença de diversos estilos extremamente inusitados, do Rock Progressivo a la Led Zeppelin (a fantástica faixa de abertura Supremacy tem bastante influência em Kashmir, tanto na orquestração quanto nos riffs) ao estilo oitentista de bandas como Earth, Wind & Fire e INXS (Panic Station com seus slap bass e metais completamente nostálgicos). O álbum pode parecer uma confusão, mas quando analisamos mais cuidadosamente o conceito por trás de tudo (A segunda lei da termodinâmica explica que no universo, toda a disordem só tende a crescer), notamos o motivo. As letras seguem esse mesmo raciocínio, evidenciando o quanto nosso mundo se tornou insustentável. O auge da crítica é visto em Explorers, uma curiosa e aparentemente simples faixa no meio de tudo isso, com uma letra desesperada ("Can you free me from this world?") e que gera uma série de discussões. A presença do simbolismo que a banda utilizou para críticar o mundo atual nos outros trabalhos é outro ponto forte da música (e de boa parte do álbum).
Um ponto a ressaltar é Follow Me.. Com um início sombrio e ao mesmo tempo esperançoso (Os batimentos cardíacos de Bingham antes da música foram uma escolha bastante ousada e criativa), a música vai crescendo com sintetizadores no fundo e cria uma atmosfera fantástica... Até cair num refrão que parece até um remix a la DJ's da atualidade,  o que quase compromete a música, que é talvez a mais "Grower" do álbum (Eu particularmente fiquei desconfortável na primeira vez que ouvi, mas agora adoro a música... Enfim, opinião pessoal xD)
O baixista Chris Wostenholme nos vocais também foi outra surpresa. A sua voz nos vocais trouxe outra cara para o álbum. Save Me e Liquid State foram bastante trabalhadas, tornando-as perfeitas apenas para a voz de Wostenholme, e talvez perdessem um pouco do peso se Matt (Bellamy, o vocalista) cantasse.. Principalmente Save Me, que tem um caráter bastante pessoal para o baixista..
Agora dando uma enfase nas influências que vemos aqui, deve-se obviamente ressaltar U2 (a sequência final de Madness e Big Freeze inteira me fizeram ser transportado a algo da fase The Joshua Tree/Achtung Baby dos irlandeses), com quem a banda teve bastante contato ao abrir os shows da 360º Tour na América do Sul e em algumas datas nos Estados Unidos. Tal influência trouxe guitarras cheias de efeitos, porem sem tanta distorção (característica de The Edge, guitarrista do U2) e linhas vocais esticadas no melhor estilo Where the Streets Have no Name (I NEEEED TO LOOOOOOOOOOOOOOVE....). Queen também é, novamente, uma influência direta, como vemos em Survival e até em Explorers, com todos os corais no fundo, pianos meio "gospel" e afins.. Vemos algo de Post-Grunge em Liquid State, com riffs pulsantes de guitarra e um peso diferente do resto da carreira da banda. 
Nas Orquestrações, vemos Hans Zimmer por todo lado. Explosões de cordas estão bastante presentes nas duas últimas faixas. Unsustainable tem o polêmico refrão Dubstep, que dividiu diversos fãs. Porém é uma das partes mais originais do álbum, uma vez que a banda conseguiu converter a energia deste estilo dos computadores para os instrumentos, transformando em algo novo.. E ainda assim, bem Muse! E Isolated System é quase como uma faixa de abertura para um filme, ou algo do tipo... Quando termina, é quase como se você tivesse um ambiente todo desenvolvido pelas outras músicas, e pudesse criar um leque de possíveis enredos, baseado no que foi apresentado.. Resquícios da participação de Matt no tema final de The International (filme de Tom Tykwer de 2009), talvez..
The 2nd Law é uma viagem pela história da música evidenciando as falhas da atualidade. Mesmo com alguns momentos mais fracos, é uma experiência incrível, e notavelmente superior ao seu predecessor, The Resistance. Fica então a pergunta: Até onde o Muse pode chegar?

domingo, 25 de dezembro de 2011

The National - Boxer (2007)


Tracklisting:
1- Fake Empire*
2- Mistaken for Strangers*
3- Brainy
4- Squalor Victoria
5- Green Gloves*
6- Slow Show*
7- Apartment Story
8- Start a War
9- Guest Room
10- Racing Like a Pro
11- Ada*
12- Gospel
NOTA: 5,0/5,0

Já comentei por aqui o quanto eu gosto de The National. Meu álbum favorito sem dúvidas é o Alligator, sendo seguido por todos os outros, de forma igual. Boxer é o quarto álbum da banda e o primeiro que eu escutei. Realmente me chamou bastante a atenção. Este trabalho obteve muito mais sucesso que todos os anteriores e abriu muitas portas para a banda. Conseguiu emplacar um hino eterno para a banda: Fake Empire.
O álbum é bastante linear. Escutando pela primeira vez, podemos dizer até que soa como uma única música. Por conta disso, o álbum é o primeiro que possui do começo ao fim o estilo característico da banda, cheio de experimentações e um clima que só eles conseguem criar. Um clima que consegue ser triste e agradável simultaneamente. Um outro fato a louvar sobre esse álbum é a disposição rítmica dos instrumentos, que normalmente utilizam compassos incomuns e criam algo incrível, provando toda a capacidade musical deles.
Não podemos deixar de notar a recorrente utilização de pianos e violões (ao invés das guitarras distorcidas que vimos nos outros trabalhos da banda), que deixa uma sensação de que o álbum é quase acústico, e esse fato parece funcionar da mesma forma que no passado, porém vemos uma presença muito mais musical. Linhas de violão bem elaboradas aparecem constantemente. Mistaken for Strangers é um exemplo de música alheia a quase todas as particularidades citadas acima. Colocar uma música intrusa num álbum tão linear como esse poderia comprometer tudo, porém a banda fez a escolha certa ao colocá-la como uma das primeiras faixas. Acertaram ainda mais ao colocá-la após Fake Empire, pois as duas músicas geram uma sintonia tão interessante que acabam por marcar o álbum. Ponto para eles.
Boxer poderia cair na chatice facilmente, porém cada música (mesmo com o comportamento linear) tem uma particularidade que chama a atenção, e quando nos damos por si, o álbum acaba, caindo como uma luva e deixando a margem para ser escutado mais vezes. Uma grande recomendação a todos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Foals - Total Life Forever (2010)


Tracklisting:
1- Blue Blood*
2- Miami
3- Total Life Forever
4- Black Gold*
5- Spanish Sahara*
6- This Orient*
7- Fugue
8- After Glow*
9- Alabaster
10- 2 Trees
11- What Remains
NOTA: 4,5/5,0

Banda formada na cidade de Oxford, Inglaterra, o Foals tem ganhado cada vez mais espaço no cenário mundial e tudo isso provavelmente por conta desse álbum. Criando um estilo próprio da banda, que é como música experimental um tanto dançante lembrando um pouco de Math Rock, hits como Blue Blood e a épica Spanish Sahara tem aberto várias portas para a banda, que abriu boa parte dos shows da última turnê do Red Hot Chili Peppers.
Um dos elementos mais interessantes que notamos à primeira vista é que a voz não é o elemento principal durante todo o tempo (Como é comum em vários álbuns), se tornando em certas partes uma linha feita para consolidar mais as músicas. Riffs de guitarra estão presentes em peso, com várias linhas ao mesmo tempo, gerando uma sensação muito espacial, característica do som da banda. Sintetizadores também aparecem em peso, como por exemplo em Spanish Sahara, que não seria nada sem a explosão destes no meio da música.
A Voz nem um pouco comum de Yannis Philippakis é mais um ponto alto para o álbum. Em músicas como This Orient, não é necessário que ele grite para gerar um peso muito forte. Porém, alguns gritos também estão presentes, como por exemplo na mais pesada do álbum, After Glow. Essa não linearidade da voz é acompanhada pelos instrumentos, que sabem administrar o peso, mostrando toda a competência dos músicos da banda.
O Foals tem contagiado o mundo inteiro com seus ritmos dançantes. Por um acaso do destino, eu comprei esse álbum sem nunca ter ouvido. Demorou para eu realmente começar a gostar, demorou, mas agora eu sinto que esse álbum vai ficar comigo pra sempre. Vale à pena conferir.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Noah And The Whale - The First Days of Spring (2009)


Tracklisting:
1- The First Days of Spring*
2- Our Window
3- I Have Nothing*
4- My Broken Heart*
5- Instrumental I
6- Love of an Orchestra
7- Instrumental II
8- Stranger*
9- Blue Skies*
10- Slow Glass
11- My Door is Always Open
NOTA: 5,0/5,0

Noah And The Whale é uma banda britânica de Indie Folk formada em 2006. A Banda contava com o casal Charlie Fink e Laura Marling nos vocais, em destaque. A banda lançou um álbum de bastante sucesso no UK (Peaceful, The World Lays Me Down, de 2007) com essa formação, porém o relacionamento dos cantores chegou ao fim e Marling deixa a banda para iniciar a sua carreira solo, com a qual obteve bastante sucesso. Nesse contexto, Fink e companhia lançam o seu segundo e excelente álbum, The First Days of Spring.
Diferente do primeiro trabalho da banda, esse álbum é mais solitário e triste. Conta o período que Fink levou para superar o fato de sua relação com Marling ter acabado. Podemos concluir que é um álbum bastante pessoal. Este fato é crucial para o álbum. Letras como a de Stranger são verdadeiros desabafos. Fink escreveu tudo a partir de fatos que aconteceram após o rompimento. Conseguimos sentir lá dentro a dor que ele sentiu.
Instrumentalmente, o álbum é impecável. A faixa homônima mostra um crescimento incrível, sem perder o clima solitário que a envolve. I Have Nothing é bem apaixonada, mas de certa forma aceita o mesmo clima da primeira faixa. Durante o álbum, o clima depressivo se mantém, mas vai criando cada vez mais esperança. Blue Skies, por exemplo, está longe de ser uma faixa alegre, mas ela consegue exalar uma força tão positiva que acabamos por confundi-la.
A Banda mostra funcionar melhor aqui que em qualquer outro álbum. Toda a solidão aqui presente é de certa forma contagiante. É um excelente álbum para se escutar olhando para o céu durante uma tarde nublada. Esse álbum, mesmo após toda a melancolia, deixa uma esperança muito grande no fim. Utilizando as palavras de Charlie Fink, esse álbum deixa uma sensação de "Blue Skies Are Coming"...

Vanguart - Vanguart (2007)



Tracklisting:
1- Semáforo*
2- Just to See Your Blue Eyes See
3- Hey Yo Silver*
4- Cachaça*
5- Miss Universe
6- Christmas Crack
7- Los Chicos de Ayer
8- Enquanto isso na Lanchonete*
9- Antes Que eu me Esqueça
10- Cosmonauta
11- Beloved
12- Dream About Your Love
13- The Last Time I Saw You*
14- Para Abrir os Olhos*
NOTA: 4,5/5,0

Vanguart é uma das bandas mais fantásticas que surgiram nos anos 2000 no Brasil. Liderada por toda a inteligência de Hélio Flanders e instrumentações frenéticas a la Beatles e Bob Dylan, sentimos um folk rock bem anos 60, com toda a psicodelia do gênero refletida nas letras da banda. Algumas músicas apresentam um estilo próprio da banda.
Um Ponto legal do álbum é o fato de três idiomas estarem presentes: Português, Inglês e Espanhol. Uma variação sonora nas melodias que soa agradável e é bem disposta ao longo do álbum. Outra coisa legal é o fato de o álbum soar quase que como uma música cheia de variações (algo mais ou menos como o The Wall, do Pink Floyd). As instrumentações são simples, utilizando alguns instrumentos diferentes aqui e ali (como gaitas e escaletas) porém criam um clima bastante legal. Enquanto Isso na Lanchonete, por exemplo, possui um clima semi-melancólico com uma letra que contribui bastante para este.
As Letras são um fator de perceptível destaque. Os temas basicamente circulam ao redor de um casal, no qual o homem, por conta de farras e mais farras, acaba perdendo a mulher e entrando num clima meio melancólico. O Início do álbum é mais alegre, mostrando que o casal ainda está bem, porém vai perdendo boa parte dessa alegria com o passar das músicas. É um tema bem clichê, porém Flanders sabe abordar tudo de uma forma tão envolvente, que até sentimos todo o emocional do homem (que conta a história) em todos os estágios e ainda abordar subtemas como drogas, sexo e outros tão característicos da psicodelia sessentista. As duas últimas músicas são as melhores. Em The Last Time I Saw You, o homem resume toda a história do casal, até que há o feeling de "desencana e siga em frente" presente em Para Abrir os Olhos.
Em seu álbum de estréia, Vanguart mostra uma competência musical muito grande. Mesmo que ainda não vejamos o estilo da banda propriamente dito aqui, vemos músicas cativantes e que valem a pena serem escutadas.

Interpol - Turn On The Bright Lights (2002)


Tracklisting:
1- Untitled
2- Obstacle 1*
3- NYC
4- PDA*
5- Say Hello To The Angels*
6- Hands Away
7- Obstacle 2
8- Stella Was A Driver and She Was Always Down
9- Roland*
10- The New*
11- Leif Erikson
NOTA: 5,0/5,0

O Post-Punk foi um dos movimentos mais fantásticos a passar por essa terra. Bandas como The Cure, Joy Division e Echo & The Bunnymen marcaram a memória de quase todos os críticos e apreciadores musicais com seus climas sombrios, instrumentações simples (por isso o nome Post-Punk) e vocais únicos. O Movimento teve início na década de 70 e praticamente desapareceu nos anos 90. Porém um novo movimento surgiu em meio a toda a comercialidade dessa época. Movimento esse que recebeu o nome de Post-Punk Revival, e teve como principal representante o Interpol.
A Banda lançou seu primeiro álbum (e sua obra-prima) em 2002. Turn On The Bright Lights não nega  a influência no aclamado movimento. Um dos principais motivos é a semelhança entre a voz do vocalista Paul Banks e a de Ian Curtis. Pra falar a verdade, esse álbum faz tantas homenagens (claro, subliminares... escondidas no meio da instrumentação...) ao início da carreira do Joy Division, sem nunca perder a originalidade de instrumentações e não fazer o álbum soar como um clichê do Post-Punk. Quando escutamos pela primeira vez, nos afogamos nessas semelhanças, porém quando olhamos mais minuciosamente, percebemos que a banda acaba gerando um estilo próprio que é extremamente pertencente ao gênero, porém que não parece com nada feito antes.
Existem fatores experimentais em algumas músicas. NYC possui uma linha de bateria que parece estar fora de compasso, o Solo de The New, o Overdrive na voz de Banks em Roland, e por ai vão. Os refrões também são louváveis. PDA possui um refrão extremamente grudento, Obstacle 1 idem, e o que é mais interessante sobre estes é o fato de não ficarem mais fracos por serem grudentos. Pelo contrário, cada música aqui contida cresce bastante dentro da pessoa. O Clima das músicas não é completamente sombrio, e aqui temos músicas bem mais pesadas do que a banda tem feito nos últimos álbuns (por isso as referências ao início da carreira do Joy Division).
Interpol é uma das bandas mais promissoras da atualidade. Com músicos muito competentes e a mente de Paul Banks por trás de todos, podemos esperar bastante deles ainda. Vale à pena ouvir a banda, principalmente aqueles que dizem que o Post-Punk morreu.

sábado, 17 de dezembro de 2011

The Shins - Oh, Inverted World (2001)


Tracklisting:
1- Caring is Creepy*
2- One By One All Day
3- Weird Divide
4- Know Your Onion!*
5- Girl Inform Me
6- New Slang*
7- The Celibate Life
8- Girl On The Wing
9- Your Algebra*
10- Pressed in a Book
11- The Past And Pending*
NOTA: 4,5/5,0

The Shins é uma banda americana de Indie Rock e Folk Rock, com alguns elementos de música experimental. O Primeiro álbum dos caras, lançado em 2001 mostra um som bastante pessoal onde os vários estilos musicais se mostram juntos para criar algo sólido e incomum. A Banda me chamou bastante atenção.
A Banda apresenta para nós canções curtas e bem instrumentadas. O álbum dura cerca de 34 minutos apenas, mas conseguimos viajar desde os Beatles a Bruce Springsteen em um estalar de dedos. Essas influências implícitas em alguns momentos do álbum são um dos motivos de o álbum soar tão bem desde a primeira vez que o ouvimos. Há músicas aqui essencialmente de Folk (como a acústica New Slang), músicas com um estilo mais Indie (Know Your Onion!, Girl On The Wing) e algumas com o estilo próprio dos caras (The Celibate Life).
Outro ponto alto são os vocais nem um pouco comuns de James Mercer, que canta nos agudos de uma forma bem única, mostrando personalidade na sonoridade da banda. As guitarras tem destaque explícito, pois aqui existem riffs e mais riffs, todos bem criativos. A Masterização em stereo não é a melhor do mundo, o que ainda mais cria um feeling anos 60/70 para a banda, o que soa bem legal.
As Músicas acústicas são ótimos destaques. A Banda parece soar ainda mais segura tocando desse jeito. New Slang e The Past and Pending tem refrões grudentos e letras muito boas, sem falar que a voz de Mercer recebe ainda mais destaque. Os Violões vistos aqui, por menos elaborados que sejam, contribuem bastante para o álbum, e convenhamos, um trabalho com músicas a la Beatles não necessita de violões elaborados. O Feeling é bem pra cima, e toda essa simplicidade é um fator determinante nisso. New Slang beira a tristeza, mas consegue deixar uma sensação de alegria quando prestamos atenção na letra, que é basicamente uma pessoa mostrando parra outra o quanto teria sido bom para o mundo se eles tivessem começado uma relação amorosa.
The Shins é uma banda bem diferente dos padrões do indie rock e por isso mesmo é uma das mais legais de se ouvir. Mesmo que o álbum deixe aquela velha sensação de que a banda ainda poderia ter feito mais que isso, é um excelente trabalho.